sábado, 22 de setembro de 2012

As frutas do pomar

Alceu Figueiredo

pomar

ANOS atrás escrevi um pequeno livreto, na verdade uma história infantil, a fim de ajudar uma filha na conclusão de um trabalho pedagógico e então escrevemos sobre um pomar.

Numa metáfora, o limão se queixava achando que as pessoas não gostavam muito dele, porque sempre as ouvia falando sobre seu azedume; enquanto os elogios iam para a laranja e, na época da colheita, ele ficava mais azedo ainda devido os elogios: “Que laranja doce!”.

Outro “vizinho” do limão, o caqui, é meio esverdeado, ficando vermelho quando maduro; mas nunca saboreado no pomar; tem de passar por certo preparo é só então fica saboroso, sem este preparo é uma “amarração” só.

Mais adiante, duas enormes árvores, o pé de abacate e de manga. Ambos frondosos e de frutos enormes; mas a “fofoca” no pomar é que são extremamente relaxados, e quando maduros caem no chão, viram uma tremenda sujeira.

A vida aqui no pomar, conta o limão, é uma graça! O abacaxi todo espinhado, a pequenina uva, a jabuticaba pretinha, a desajeitada melancia, e uma variedade de frutas, diferentes umas das outras.

Por fim, o limão começou a considerar as qualidades: Tenho bastante vitamina C que previne contra a gripe e concorre para a saúde em geral; mas não sou apenas remédio; sirvo para temperos em saladas e carnes; e, descobriu que justamente o seu oposto, o açúcar, quando se unem, se tornam no melhor e mais apreciado suco para as refeições.

Mas ele pensou: De onde vem esse açúcar? Descobriu que não provêm de um grande pé de árvore, mas da cana-de-açúcar, ou do milho, da beterraba e outros legumes e cereais, como se vê, plantas bem diferentes, que sozinhas também são limitadas em sua função.

Descrevemos a “vida no pomar” numa linguagem infantil e cheia de fantasias, para a criança entender que as pessoas, em certo sentido, são iguais as frutas; e, trouxe trechos desse diálogo para nossa meditação, pois, como disse o limão:

Cada uma tem seu próprio jeito de ser, de tamanhos e cores diferentes; gorduchas, magricelas, negras e claras; algumas são bem “doces” [amigas, prestativas]; outras são meio azedas como eu [pavios curtos, brigam por qualquer coisa]; mas isto não são defeitos em si ou qualidades, são características de cada uma, e todas têm seu valor.

Olha quantas lições aprendemos com essas frutas! Jesus disse, não julguem pela aparência. Nosso Deus sabe como transformar o azedo em doce; sabe como usar-nos em diversos ministérios. Quanto “limão azedo” Ele transformou numa gostosa limonada! O que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora, disse Jesus (João 6:37).

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