sábado, 16 de outubro de 2010

Um ano depois...

Parece que foi ontem.
Parece que foi há poucos minutos...



Em 16/10/2009, Murilo e eu saímos do cartório, ainda meio preocupados com os preparativos da nossa festa, com a certidão de casamento bem dobradinha e guardada no bolso dele.
Confesso que ainda não tinha me dado conta de que estava casada.
Estava pensando em muitas coisas - em minha mãe, que vinha do Rio de Janeiro para Mirabela com minha irmã Gabi. Pensava na fotógrafa Clareth. Pensava se caberia no vestido. Enfim, pensava um sem-número de coisas.

Paramos um minuto na casa do irmão Geraldo, que foi o nosso porta-Bíblia (ninguém melhor que um idoso para tal ocasião, risos). Deu para gastar o troco da taxa de casamento com pão, mortadela e um refrigerante Schin.

Lembro bem que Murilo foi para a nossa casa e eu, para a casa de minha avó (combinamos que não ficaríamos na mesma casa antes da cerimônia na igreja).

Enfim...
Já deitada, me dei conta de que estava casada - sim, casada. Apesar de o cônjuge estar em outro bairro, estava casada, ligada, unida a alguém.

Notei que o propósito de Deus para a minha vida foi o melhor.
Perdi a individualidade? Um pouco.
Perdi a autonomia? Um pouco.
Perdi a liberdade? Um pouco também.
Aturo "chatice" de marido? E como!

Em troca, porém, Deus me deu, através de Murilo:
- Amor...
- Companheirismo...
- Segurança...
- Carinho...
- Compreensão...
- Amizade...

Deus me concedeu um grande marido, na verdade. Claro que nem sempre me dou conta disso, pois vida de casal é algo assim tão não-sei-como que nem dá pra explicar (nossa, que frase confusa!)...
Murilo é o que chamo de indivíduo extremista - grandes defeitos e grandes qualidades.
Às vezes, ele me irrita com sua ignorância... E, às vezes (freqüentemente), a ignorância dele me defende.

Sou mulher, frágil, até meio boba. Sonhava com um príncipe perfeito, romântico e cheio de flores para dar. Hoje, tenho um homem, trabalhador braçal, leitura sofrível, mas que me ama com toda a sua rudez.

Se eu me queixar (muito), creio que estarei cometendo o triste pecado da ingratidão!
Deus, obrigada pelo esposo que o Senhor me deu.
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